Miguel Alcade Bridal Atelier | A tiara grega de rubis
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A tiara grega de rubis

A tiara grega de rubis

Pode ser influência da primavera, ou porque as gemas tradicionais da alta joalheria estejam em alta, mas o meu olhar tem buscado com mais intensidade o colorido das pedras preciosas. Gosto de reparar nos matizes de cada preciosidade dessas, imaginando mil possibilidades de joias para elas. Numa das minhas pesquisas, encontrei uma tiara linda que gostaria de compartilhar com vocês. Trata-se de uma peça de inspiração grega que, além do brilho dos diamantes, destaca a beleza rubra dos rubis.

O design desse tesouro remete a uma coroa de oliveira, que para nós também é conhecida como coroa de louro. Na Grécia, essa peça é chamada de kotinos e representava o prêmio atribuído ao vencedor dos Antigos Jogos Olímpicos. Era feita de um ramo da oliveira selvagem que crescia em Olímpia, interligado para formar um círculo. Os ramos da oliveira selvagem cresciam perto do templo de Zeus e eram considerados sagrados e eram cortados por um “pais amfithalis” (um menino cujos pais eram vivos) com um par de tesouras de ouro. Em seguida, o garoto levava os ramos para o templo de Hera e colocava-os sobre uma mesa de ouro e marfim. A partir daí, o Hellanodikai (o júri dos Jogos Olímpicos) fazia as coroas e presenteava os vencedores dos Jogos com elas.

A tiara grega a qual me refiro é inspirada nessa peça emblemática e ostenta rubis de um tom mais rosado, lindamente ressaltados pelo brilho de diamantes cravejados em forma de folhas. A peça faz parte de uma parure, um conjunto completo de joias que inclui além da tiara, um colar maravilhoso, um broche e um par de brincos. As joias pertenceram à rainha Olga da Grécia, que provavelmente recebeu a joia do rei George I. No entanto, como ela era uma grã-duquesa da Rússia, dizem que os rubis já pertenciam a sua família.

Olga deixou esse valioso tesouro para seu filho, o príncipe Nicolau, e eles foram usados ​​por sua filha, a princesa Olga, da Iugoslávia. Posteriormente as peças voltaram para a principal família real grega e foram usados ​​pela rainha Frederika, consorte do rei Pavlos I. Atualmente o colar ganhou uma versão mais curta e tem sido usada pela princesa Anne-Marie, da Dinamarca.

É uma peça diferenciada, que exige personalidade, pois as formas das folhas são mais  robustas, imponentes e altas. Combinam, na minha opinião, com mulheres seguras, que valorizam uma joia rica em detalhes e que expressam o vigor da alta joalheria. Um verdadeiro luxo de Rainha!

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

 

ubis

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