Miguel Alcade Bridal Atelier | As belas e exóticas pérolas barrocas
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As belas e exóticas pérolas barrocas

As belas e exóticas pérolas barrocas

As pérolas são como as mulheres: não há um único padrão de beleza, são todas lindas, cada uma a seu modo. A gema apresenta formatos bem diversos, das mais redondinhas até as que apresentam formas indefinidas e que possuem um charme mais exótico. Esse tipo irregular é chamado na joalheria de pérola barroca. Conceitualmente recebem essa designação todas as pérolas que, durante o cultivo, não saíram não atingiram 75% de esfericidade.  Elas podem ser de água doce ou salgada e de uma ampla gama de cores e tons.

A gema apresenta uma forma assimétrica em função da distribuição desordenado do material perlífero, que não se deposita em camadas como acontece com as pérolas redondas. Geralmente esse fenômeno acontece quando há liberação de gases pelo molusco, que inflam o material gerando formas desniveladas.

Antigamente esse tipo de gema não era muito apreciada em joias requintadas. Mas a história mudou e hoje em dia cada vez mais as pérolas barrocas são vistas como exclusivas e requintadas. Tanto que até mesmo as grifes mais badaladas do planeta têm se rendido a elas e lançado joias maravilhosas com elas. No entanto, é preciso dizer que muitas pérolas barrocas usadas na joalheria passam por um processo de preenchimento dessas cavidades com um cimento especial para que não deformem com o tempo.

Há ainda uma outra pérola de formato irregular que é chamada de blister. Ela surge quando a pérola em formação desliza da polpa do molusco para baixo do manto, instalando-se no interior da concha. Não há um motivo exato para isso: pode ser desde um movimento marítimo que deslocou a pérola em formação até um movimento da própria concha. O resultado disso é que a pérola, nessa nova posição, é recoberta por madrepérola, formando uma blister acidental.

Por fim, gostaria de comentar com vocês sobre as mabes, que na verdade são pérolas compostas. O processo de produção é parecido com o da blister – mas, nesse caso, forma-se uma pérola blister sólida. Elas são formadas a partir da separação do manto da ostra e, então, é inserido um núcleo com formato especial na superfície interna da concha. Isso pode ser feito até seis vezes. Dessas inserções é que surgem essas belíssimas pérolas compostas, que são separadas, polidas e utilizadas em joias.  Nesse rico processo da natureza, acho interessante observar como a natureza acaba sempre sendo perfeito. Até quando surge um acidente no caminho a natureza não se deixa abater e recria essa experiência em algo belo. Uma bela lição para todos nós, não é mesmo, meninas?

Beijo, beijo,
Miguel Alcade

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