Miguel Alcade | As coroas de Farah Diba
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As coroas de Farah Diba

As coroas de Farah Diba

Quem casa sonha em ter, primeiramente um companheiro, evidentemente, mas logo depois vem o desenho de viver, nem que seja por um dia ou uma noite, momentos dignos de uma rainha! As mulheres da alta nobreza, princesas e rainhas, sempre alimentaram a imaginação das mulheres com suas joias glamourosas e seu todo o seu poder. Quem nunca sonhou em ser coroada que atire o primeiro diamante!

Nada mais natural, afinal, a coroa é o símbolo mais importante da realeza. O adorno representa poder, autoridade, liderança, legitimidade, imortalidade e humildade. O simbolismo dessa peça, que é venerada em muitos povos por todo o mundo, está baseado em três fatores principais: o local do corpo onde é colocada, sua forma em círculo e o material de que é feita.

Usá-la acima da cabeça remete à ideia de elevação e iluminação, características que vem do poder e da luz. Desde os tempos mais remotos as coroas eram ornadas com pontas, se assimilando mais ao chifre, e levavam pedras preciosas representando raios de luz. Por  ser colocada na cabeça, a coroa simboliza superioridade, e enaltece valores associados à racionalidade, à nobreza. Entretanto, apesar de toda essa pomba, a coroa também simboliza humildade, pois quando o corpo se curva a cabeça também declina. Lindo, não?

E entre tantas soberanas que imortalizaram algumas das coroas mais incríveis da história da joalheria, destaco Farah Diba, que talvez não seja assim tão popular quanto a Rainha Elizabeth, por exemplo, mas cuja coleção de coroas está entre uma das mais valiosas do mundo. As pelas da Imperatiz fazem parte das joias da corôa do Irã (ou joias imperiais da Pérsia), que hoje ficam guardadas no cofre do Banco do Irã, em Teerã.

Composta de pedras e objetos preciosos, a coleção começou a se formar no século XVI, e possui raridades inacreditáveis, como um trono de ouro revestido de diamantes e esmeraldas, além de trinta tiaras. Uma das mais famosas é adornada com o diamante Noor-ul-Ain, cor de rosa, que pesa 60 quilates.

No ano de 1967, Mohamed Reza Pahlavi, seu marido, se auto-corou Xá do Irã e, Farah também foi coroada imperatriz. Especialmente para esse evento, foi chamado o joalheiro francês Van Cleef, que criou as joias usadas na coroação. Como as pedras não podiam sair do país, foram feitos moldes das gemas e enviados a Paris para determinar as estruturas metálicas. Somente quando os modelos foram aprovados é que os ourives voltaram a Teerã para cravar todas as pedras. O resultado: uma coroa magnífica para uma mulher que realmente amava usar esse tipo de adorno. Viram que poderosa?

Beijo, beijo, meninas!

Miguel Alcade

 

   

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