Miguel Alcade | Cravações do diamante
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Cravações do diamante

Cravações do diamante

Série diamante – capítulo 9

Meninas, vocês acham que o diamante, sendo a gema mais cobiçada do planeta, poderia receber qualquer tipo de cravação? Definitivamente não!!! Tudo o que se refere a essa pedra é especial e com a cravação não é diferente. Unir a pedra ao metal é um trabalho extremamente exigente, feito por artesãos com anos e anos de experiência.

Tudo é feito com o propósito de extrair a maior beleza e brilho possível da gema que será cravada, tornando seu efeito visual ainda mais impactante. Nessa arte, sempre se observa a possibilidade de entrada de luz pelo pavilhão do diamante, pois esse fator é extremamente importante na obtenção do brilho e das cintilações, aquelas faísquinhas que parecem sair da pedra.

Atualmente os procedimentos utilizados na joalheria têm evoluído de acordo com as tecnologias que vão surgindo. No entanto, entre muitas inovações, a cravação com garras, na qual a pedra é  fixada com garras de  metal, continua sendo a mais utilizada. Isso porque ela possibilita maior entrada de luz no diamante, gerando um brilho mais intenso. Os números de garras podem variar de três a seis, dependendo do tamanho da pedra. Outro importante tipo de cravação é a inglesa, a qual consiste na fixação do diamante por um aro de metal. A sua fixação é obtida através da pressão em volta do aro, gerando um efeito incrível!

Eu também gosto muito da cravação inglesinha, que é conhecida por ser uma variação da cravação inglesa. Nessa técnica é realizado um furo na chapa de metal e o diamante é inserido minuciosamente, deixando um aro ao seu redor. A impressão que a joia passa após a utilização desse método é que a pedra está “brotando” do metal.

Há ainda a cravação em pavê, que apresenta a pavimentação das pedras da superfície da joia. São inseridos vários pequenos grãos de tamanhos iguais e com o máximo de proximidade possível. As diferentes distâncias entre elas podem apresentar variados efeitos na joia. Essa técnica conta com pequenas pedras ajustadas, em furos em uma placa de metal. É muito utilizada em peças de alta joalheria, com pedras em tamanhos mais avantajados.

Outra cravação que é um luxo é a “invisível”, chamada por esse nome porque tem esse efeito mesmo. Da a impressão de que não há nenhuma superfície de metal em contato com a pedra. Nessa técnica, há uma malha de metal, não visível, que passa por baixo da estrutura das gemas consolidando a estrutura da joia. O efeito é sempre divino!

A prática de cravação em trilho ou carrê une o diamante ao metal em posição linear. Os diamantes são colocados enfileirados em trilhos paralelos de metal e fixados na posição ou formato desejado. Para a cravação tensão, é utilizada a força de encaixe do diamante entre as placas de metal. Nesse caso, a gema é fixada com a pressão exercida do metal. A sua utilização é geralmente com solitárias de diamantes.

A última técnica, também muito utilizada na produção de joias, é a cravação bigodinho, também conhecido como uma variação da cravação inglesa. A técnica de produção consiste em assentar o diamante em um furo na chapa de metal. São utilizados quatro “bigodinhos”, os quais são cortados da chapa de metal e levantados para fixar a gema. Agora que você já conhece as cravações, poderá escolher com mais propriedade suas próximas joias com essa pedra dos sonhos!

 

Beijo, beijo

Miguel Alcade

 

Anel de Diamante em ouro rose com cravação em garras.

 

Anel de Diamante com ouro amarelo cravado na técnica inglesa.

Anel em ouro amarelo cravado no estilo pavê

Anel de diamante em ouro cravados em trilhos

Broche de diamante em ouro amarelo com cravação invisível

Solitário de diamante em ouro branco com cravação tensão

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