Miguel Alcade | Taj Mahal, uma joia da arquitetura
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Taj Mahal, uma joia da arquitetura

Taj Mahal, uma joia da arquitetura

Hoje foi mais um dia incrível dessa viagem que estou fazendo pela Índia. Quando me planejei para sair pelo mundo em busca de inspirações, sabia que iria me surpreender e aprender muito, mas confesso para vocês, minhas princesas e rainhas, que perdi o fôlego diante do Taj Mahal, uma das joias mais preciosas da arquitetura.

Não sei se vocês sabem a construção não é um palácio, mas sim mausoléu construído nas encostas do rio Yamuna em Agra, na Índia. Ele foi feito pelo imperador Shah Jahan para sua segunda esposa, Aryumand Banu Began, que faleceu em 1630 ao dar à luz o 14º filho do casal. Como era extremamente apaixonado pela mulher, resolver erguer o mausoléu em sua homenagem com todos os detalhes que faziam ela feliz, cercado de um belo jardim e adornado com ouro e pedras preciosas.  Carinhosamente ele a chamava de Muntaz Mahal, que significa “A primeira dama do palácio”. A designação Taj Mahal vem do nome dela, sendo “Taj” uma palavra persa que significa “coroa”. Taj Mahal, portanto, significa “A coroa de Mahal”.

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Minhas queridas, só mesmo uma força tão potente quanto o amor é capaz de construir sonhos tão preciosos! A construção é absurdamente divina. Todo feito com mármore branco, em vez de pinturas, ele é adornado com 28 diferentes tipos de pedras preciosas e levou 22 anos para ficar pronto. Mais de 20 mil homens e mil elefantes trabalharam nessa construção, considerada uma das 7 maravilhas do mundo. Por dentro, os detalhes são maravilhosos e por onde você olha, percebe que foi tudo feito com muito capricho. E o amor, como sabemos, tem sempre um pouco de loucura! Depois que o Taj Mahal ficou pronto, o imperador mandou cortar as mãos dos artesãos que trabalharam em sua construção para impedir que fizessem outra obra tão bela. Uma barbaridade!!!

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Essa joia tem quatro faces idênticas, todas com um imenso arco central de 33 metros de altura. Faz a gente se sentir pequeno diante do gigantismo dessa prova de amor. O prédio está ladeado por uma mesquita e sua réplica. Já os muros são cobertos por inscrições do Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos. Mas uma das áreas do Taj Mahal que tocou minha alma foi o jardim repleto de flores e fontes. Há nele uma atmosfera intimista, que te conduz as reflexões mais profundas sobre a vida e a morte, o amor e a razão de estar aqui nesse planeta. Para os islâmicos, o jardim simboliza o paraíso, do qual fazem parte também os ciprestes, árvores que representam a morte.

Não bastasse ter o privilégio de conhecer essa joia e vivenciar a cultura oriental, ainda fui brindado por um entardecer divino, com a luz do sol caindo lentamente sobre o Taj Mahal, que se cobriu de um lindo dourado. Emocionado, só pude agradecer a Deus por estar vivo e poder estar aqui e ao mesmo tempo ai com vocês.

Depois eu volto com outras preciosidades dessa terra dos sonhos!

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

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1Comentário
  • Amanda/ 04.11.2016Responder

    Fiquei encantada com esta história de amor, luxo e desamor (já que ele cortou as mãos dos operários….muito triste!)

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