Miguel Alcade Bridal Atelier | Turquesa na cabeça
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Turquesa na cabeça

Turquesa na cabeça

Verão bombando no Brasil e a minha cabeça rondando o mundo sempre de olho nas tendências e nos encantos da joalheria. E como ainda estou embalado pelos encantos do mar – Ah… O mar… Simplesmente amo!!! – voltei meus olhos para uma gema que super combina com os dias quentes e intensos dessa estação: a turquesa.

Famosa por seus lindos tons de azul radiante e esverdeado, chamados popularmente de “Azul Turquesa”, a gema foi uma das primeiras a ser explorada na joalheria, por volta de 6.000 aC. A pedra recebeu o nome de origem francesa “pierre turquin” (pedra azul escuro) e “turquois” (pois os franceses acreditavam que ela era proveniente da Turquia). Os egípcios amavam as turquesas, assim como outros povos antigos, mas foi nos períodos vitoriano e no Art Déco e Art Nouveau que elas encantaram pra valer os amantes da alta joalheria.

Eu particularmente gosto muito da gema e acho que ela tem uma cor que irradia uma energia boa, positiva e ainda me lembra o mar. Acho até que poderiam ser mais exploradas no universo bridal. Imagine o charme que não ficaria uma noivinha se casando na praia com um vestido bem leve e lindo, arrematado por lindas joias de turquesa?! Lindo demais!

E falando nisso, não posso deixar de citar aqui uma das tiaras mais lindas da história da joalheria.   Trata-se de uma peça riquíssima e muito especial, que foi dada por Napoleão a sua segunda esposa, a Imperatriz Marie-Louise, por ocasião do casamento. A tiara é de 1810 e fazia parte de uma parure que também incluía um colar e brincos (que agora estão expostos no Louvre, em Paris) e um pente (que foi desmontado), tudo em esmeraldas, diamantes, prata e ouro.

A tiara ficou para a tia da Imperatriz, a Arquiduquesa Elise dos Habsburgos. Posteriormente foi adquirida pela Van Cleef & Arpels de um dos descendentes da Arquiduquesa Elise, o arquiduque Karl Stefan Hapsburg da Suécia, em 1953, juntamente com um documento atestando a sua proveniência. Por volta de 1955 as esmeraldas foram removidas da peça e vendidas individualmente em outras joias. Um anúncio de jornal colocado pela joalheria anunciava: “Uma esmeralda para você da Tiara Napoleônica histórica…”.

Entre 1956 e 1962 a Van Cleef & Arpels cravaram as turquesas na peça, tornando a joia mais moderna e com um astral mais pra cima. Eu gostei! Me digam vocês depois o que acharam… A joia fez sucesso e chegou até a ser exibida no Museu do Louvre juntamente com o colar, brincos e pente, como parte de uma exposição especial na imperatriz Marie-Louise. Marjorie Merriweather comprou a tiara da Van Cleef & Arpels e doou-a ao Museu Smithsonian em 1971.  A peça hoje contém 79 turquesas persas (totalizando 540cts) e 1.006 diamantes (totalizando 700cts). Uma joia realmente magnífica, perfeita para adornar os nossos sonhos luxuosos de uma noite de verão…

Beijo, beijo!

Miguel Alcade

 

 

 

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